
A partir da chegada de europeus em terras americanas, o que se viu foi a desordem instalada. Sem respeitar os que aqui estavam foram devastando e destruindo sem nenhum pudor. Como ocorre ainda nos dias de hoje, a palavra de ordem era o lucro. Lucro esse obtido a qualquer preço ou custo.


Os habitantes naturais foram arrancados dos seus lares e tiveram suas vidas e famílias despedaçadas. Sem nenhuma misericórdia o inimigo avançou com sagacidade e brutal violência. Índios, outrora de nações rivais, se uniram contra um inimigo comum, mas de pouco, ou quase nada valeu. Foram derrotados em uma luta desigual e desumana, sendo renegados a seres quase não-humanos.

A história nos mostra que muito antes da chegada do homem branco a terras americanas, os habitantes que aqui viviam tinham seu sistema de governo instalado, sua cultura abundante, e uma vida social atuante. Sistemas esses que funcionavam e traziam harmonia e equilíbrio aos povos. Como constatado, através de pesquisas recentes, viviam em perfeita sintonia com a floresta. As técnicas de manejo, ainda um mistério, eram eficazes e bastante apuradas, para serem consideradas praticadas por povos “sem cultura”.

O homem branco, confiante de sua cultura e sabedoria superior, sempre quis impor ao índio o seu modo de agir e viver, querendo não só se apropriar de suas terras, mas também de todo o seu ser. Hoje procuram formas e maneiras de estabelecerem uma convivência pacífica com o planeta, coisa que os índios, “seres inferiores”, já estabeleciam com sucesso desde antes do “malencontro” com o branco. Não houve, em momento algum da história, a busca de uma convivência cordial, branda e respeitosa.
Referências
DOMINGUES, S.A. Sujeitos e Saberes da Educação Indígena. São Paulo: UNESP, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009. v.3.
KAHN, M. Educação Indígena versus educação para índios. Em aberto, Brasília, ano 14, nº. 63, jul. / set, 1994. Disponível em:
http://www.rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/954/859. Acesso em: 12 dez. 2009.
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