segunda-feira, 29 de março de 2010

CULTURA INDÍGENA



A partir da chegada de europeus em terras americanas, o que se viu foi a desordem instalada. Sem respeitar os que aqui estavam foram devastando e destruindo sem nenhum pudor. Como ocorre ainda nos dias de hoje, a palavra de ordem era o lucro. Lucro esse obtido a qualquer preço ou custo.







Os habitantes naturais foram arrancados dos seus lares e tiveram suas vidas e famílias despedaçadas. Sem nenhuma misericórdia o inimigo avançou com sagacidade e brutal violência. Índios, outrora de nações rivais, se uniram contra um inimigo comum, mas de pouco, ou quase nada valeu. Foram derrotados em uma luta desigual e desumana, sendo renegados a seres quase não-humanos.




A história nos mostra que muito antes da chegada do homem branco a terras americanas, os habitantes que aqui viviam tinham seu sistema de governo instalado, sua cultura abundante, e uma vida social atuante. Sistemas esses que funcionavam e traziam harmonia e equilíbrio aos povos. Como constatado, através de pesquisas recentes, viviam em perfeita sintonia com a floresta. As técnicas de manejo, ainda um mistério, eram eficazes e bastante apuradas, para serem consideradas praticadas por povos “sem cultura”.





O homem branco, confiante de sua cultura e sabedoria superior, sempre quis impor ao índio o seu modo de agir e viver, querendo não só se apropriar de suas terras, mas também de todo o seu ser. Hoje procuram formas e maneiras de estabelecerem uma convivência pacífica com o planeta, coisa que os índios, “seres inferiores”, já estabeleciam com sucesso desde antes do “malencontro” com o branco. Não houve, em momento algum da história, a busca de uma convivência cordial, branda e respeitosa.


Referências


DOMINGUES, S.A. Sujeitos e Saberes da Educação Indígena. São Paulo: UNESP, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009. v.3.

KAHN, M. Educação Indígena versus educação para índios. Em aberto, Brasília, ano 14, nº. 63, jul. / set, 1994. Disponível em:
http://www.rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/954/859. Acesso em: 12 dez. 2009.

segunda-feira, 22 de março de 2010

TRÊS ESTILOS DA CAPOEIRA





A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

Pesquisa Google.

ESCRAVO NO BRASIL




Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

CAPOEIRA RAÍZES AFRICANAS







A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

RESISTÊNCIA E QUILOMBOS







Não se deve pensar que os negros aceitaram docilmente a sua condição de escravos e que nada fizeram para resistir ao trabalho compulsório. Naturalmente, houve fugas individuais e em massa e a desobediência ou resistência se evidencia no uso das punições e castigos corporais muitas vezes cruéis, que vinha a se somar aos maus tratos naturalmente dispensados a seres que eram considerados pouco superiores aos animais.
Depois de comprado no mercado, o escravo podia ter três destinos principais: ser escravo doméstico, isto, é fazer os serviços na casa do senhor; escravo do eito, que trabalhava nas plantações ou nas minas; e escravo de ganho, que prestava serviços de transporte, vendia alimentos nas ruas, fazia trabalhos especializados como os de pedreiro, marceneiro, alfaiate, etc., entregando a seu senhor o dinheiro que ganhava.

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação. O fotógrafo Christiano Jr. documentou pioneiramente a vida dos escravos no século 19.

POUCOS ANOS DE VIDA








Nas fazendas, principalmente, o escravo trabalhava de 12 a 16 horas por dia e dormiam em acomodações coletivas chamadas senzalas ou mesmo em palhoças. Sua alimentação consistia basicamente de farinha de mandioca, aipim, feijão e banana. O tempo de vida média útil de um escravo era de 10 a 15 anos, segundo muitos estudiosos.

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação. O fotógrafo Christiano Jr. documentou pioneiramente a vida dos escravos no século 19.